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Próxima parada: Azerbaijão

Próxima parada: Azerbaijão

Uma redação, um passaporte para o Azerbaijão. Após participar do concurso de redação “O que eu sei sobre o Azerbaijão?” organizado pelo Ministério do Esporte e Juventude da República do Azerbaijão, veio a notícia. Eu fui um dos vencedores. Era difícil acreditar que um texto poderia me levar para tão longe de casa. Compartilhei toda a felicidade com o mundo e repeti a mesma frase durante algumas semanas. “O Azerbaijão é um país transcontinental, fica entre a Ásia e a Europa. É um país muçulmano e eu estou indo para lá daqui um mês.”

Primeira experiência internacional. Frio na barriga ao arrumar as malas, ajeitar dentro dela algumas roupas, sapatos e muitas expectativas. Google tradutor instalado no celular. Memorizar pelo menos um “oi” em azerbaijanês. “Salam” ou para os mais experientes: “Salam əleyküm”. Escala na Turquia, cerca de 20h dentro de um avião. Comissárias de bordo falando turco davam estética à experiência asiática que eu estava prestes a ingressar. Era por uma boa causa, explorar um país desconhecido para o mundo.

Intercâmbio cultural, delegações da Estônia, África do Sul, México, Vietnam, Argentina, Hungria e Bélgica. Etnias diferentes, ansiedade e sorrisos em comum. Hotéis 50 estrelas, banquetes como os que passam na televisão. Jantar como os da realeza às 21h em ponto, mas o céu permanecia claro. Às 22h escurece na Terra do Fogo.

Era verão no país transcontinental. Ar seco, tomates impecáveis, bebidas na temperatura ambiente e uma infinita variedade de legumes e verduras para saborear antes dos pratos principais.

Na capital Baku, o contraste arquitetônico enchia os meus olhos. Ora eu estava no futuro, ora eu estava no passado. Edifícios enormes com aspectos futuristas, avenidas largas como as de Dubai. Ruas estreitas com pedrinhas, pequenas casas de madeira e pequenos prédios como os de centenas de anos atrás. Os táxis são parecidos com os de Londres e taxistas que não falavam inglês. Jovens azerbaijanesas interessadas em falar português.

Viagens para cidades charmosas e cheias de história. Almoço no interior do país, vilas próximas à fronteira com a Rússia. Comidas típicas sempre nos esperavam, sucos com pedaços de fruta, pão tradicional, queijo de cabra e carne de carneiro. Calor caucasiano, água e refrigerante de pêra exportados da Geórgia.

Dever cumprido. Sentimento de gratidão. Algumas lágrimas na sala de embarque, troca de frases de despedidas entre os amigos que fiz na viagem, pele arrepiada, coração intenso. Bolsos pesados que transbordam experiências. Eu sentia a minha bagagem mais pesada. Passaporte com alguns carimbos, pergaminhos, bilhetes em russo e azerbaijanês. Eu trouxe comigo fotografias e pedaços da viagem. Pedaços de coisas, lugares, pessoas, sorrisos e abraços. Coisas dessas que guardarei para sempre comigo.

 

“Era difícil acreditar que a minha redação estava me levando para tão longe de casa.”

Representantes do Brasil no Azerbaijão

Representantes do Brasil no Azerbaijão

“Ora eu estava no futuro, ora eu estava no passado.”

“Conhecemos as mesquitas, igrejas ortodoxas russas e sinagogas.”

Entrevista para uma TV nacional

Entrevista para uma TV nacional

“Cerimônia de premiação na ADA University.”

Dia da Premiação, amigos da África do Sul

Dia da Premiação, amigos da África do Sul

A

A “formatura”

Premiação na ADA University

Premiação na ADA University

“Viajamos para cidades do interior, como Qabalah, Sheki, Lahji e uma vila muito próxima da fronteira com a Rússia.”

“Viajamos para cidades do interior, como Qabalah, Sheki, Lahji e uma vila muito próxima da fronteira com a Rússia.”

Cultura e Costumes do Azerbaijão

Cultura e Costumes do Azerbaijão

Cultura e Costumes do Azerbaijão

Cultura e Costumes do Azerbaijão

Cultura e Costumes do Azerbaijão

Cultura e Costumes do Azerbaijão

Cultura e Costumes

Cultura e Costumes do Azerbaijão

Ingredientes da culinária azerbaijaneza

Ingredientes da culinária azerbaijanesa

Veja também a matéria sobre a viagem, publicada em dois jornais no Azerbaijão, AzerNews e Today.az

Ulisses Lisboa Gonçalves | Jornalismo | Campus Frutal | UEMG