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A melhor cidade do mundo para se viver

A melhor cidade do mundo para se viver

Com quase nove meses completos aqui (o tempo voa, gente!), sinto que finalmente posso falar com mais propriedade sobre o país e a cidade que escolhi para viver durante esse ano. O continente australiano é a maior ilha do mundo, mas o menor continente – embora seja o único governado como só 1 (um) país. A sua área total é de 7,69 milhões de quilômetros quadrados e, atualmente, possui uma população de quase 23 milhões de pessoas. Melbourne foi considerada pelo quinto ano seguido a melhor cidade do mundo para se viver, em um levantamento realizado pela consultoria Economist Inteligence Unit, levando-se em consideração estabilidade, serviço de saúde, educação, infraestrutura, cultura e ambiente – porém excluindo o custo de vida. Tudo isso já diz muita coisa de como é viver aqui, né?

Austrália, Victoria e Melbourne

Austrália, Victoria e Melbourne

Na Austrália, Melbourne é a segunda cidade mais populosa com 4 347 955 habitantes*, só ficando atrás de Sydney, e sua área total é de 8 806 km². Diferente do que muita gente pensa, Sydney não é a capital australiana, mas sim a cidade de Camberra. Conversando com um australiano, descobri que Sydney e Melbourne possuem uma rixa antiga (não entendi muito bem o motivo) e para não favorecer nenhuma das duas cidades e alimentar a intriga, decidiu-se por Camberra como capital. Se é história verídica ou não já são outros quinhentos…

Aqui não existe língua oficial, porém por ser tão utilizado, o inglês acabou se tornando a língua nacional de facto (na prática).  O inglês australiano é uma variedade da língua, com sotaque e léxico distintos, mas próximo ao inglês britânico (afinal de contas, a Austrália foi colonizada pelos ingleses!). Eu estudei a vida inteira em cursos de inglês americano, incluindo toda a influência linguística que recebi (principalmente por músicas, filmes e seriados); então entender o que me dizem e me fazer entender aqui foi um desafio, aliás, É um desafio que infelizmente ainda não consegui superar totalmente.

“How to speak australian: Abbreviate everything” – Um exemplo de como os australianos falam: https://youtu.be/yDb_WsAt_Z0

A moeda da Austrália é o dólar australiano, com cédulas de AUD$5, AUD$10, AUD$20, AUD$50 e AUD$100, e moedas de 5, 10, 20, 50 centavos, e um e dois dólares. Eles não têm moedas de 25 centavos e nem cédulas de AUD$2 (!!!!).  No início é bem estranho lidar com tanto valor em moedas – lembro até hoje do caso de um menino do meu edital que deu todas as moedas que tinha pra um morador de rua e só depois percebeu que eram só moedas de AUD$2 – mas depois a gente acaba acostumando. A cotação do dólar australiano costuma ser sempre inferior ao dólar americano. Por exemplo, no dia em que escrevo esse texto AUD$1 está valendo R$2,741 enquanto US$1 está R$3,845. Você pode conferir a cotação atual nesse site: http://www.xe.com/

Dinheirinho

Dinheirinho

O clima e as estações aqui são similares ao Brasil, uma vez que ambos países se encontram em posições parecidas em relação aos trópicos. No entanto, Melbourne é muito mais fria que qualquer estado brasileiro, o que foi uma grande frustração. Foram incontáveis dias cinzas, de chuva e muito vento. UGH. Sem contar as mudanças de temperatura no mesmo dia! Umas semanas atrás, caiu uma tempestade fortíssima por volta das três da tarde… Meia hora depois, o sol já tinha saído no céu e o único sinal da chuva eram as calçadas encharcadas. Aqui aprendi a sempre olhar a previsão do tempo antes de sair de casa (eles nunca erram!) e a carregar uma sombrinha e casaquinho pra onde quer que eu vá. Nunca se sabe, né?

Quando eu decidi vir para a Austrália, o motivo principal (como eu já disse várias vezes) foi a RMIT, faculdade onde estudei Communication Design (“estudei” no passado porque minhas atividades já foram encerradas, #chateada). Melbourne acabou sendo uma feliz consequência. Ela é considerada a capital cultural da Austrália, berço do cinema, televisão, arte, dança e música australiana – na área dos esportes, não posso deixar de citar o futebol australiano. Ou seja, eu não poderia ter me identificado mais! O que me fez querer ser designer foi a relação da profissão com a cultura e morando aqui, eu sinto que estou finalmente perto de tudo que acontece: dos maiores eventos, feiras, shows, exposições. Vai ser difícil me despedir de tudo que Melbourne é.

Update: Lembram do meu último texto? Eu consegui o estágio, gente!!!!!!!!!!!!

*informação de 2013