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Ciao, Firenze!

Ciao, Firenze!

Meu nome é Letícia Prado, estudo Design de Produto na UEMG e estou na cidade berço do Renascimento para um intercâmbio de 1 ano pelo programa Ciências sem Fronteiras. Nos próximos meses, cursarei Design di Prodotto na UNIFI (Università degli Studi di Firenze) e vou aproveitar a grande liberdade que nos é dada na escolha das matérias para estudar, na teoria e na prática, o design e a história da arte no contexto de Firenze (Florença) e da Toscana.

Durante o processo de seleção e preparação da viagem, muitos me perguntaram porque Firenze como primeira opção de universidade e não Milano ou Torino. E a única explicação sobre isso é: Firenze é uma cidade sem igual para quem se interessa por arte. E assim que cheguei entendi o porquê. A cada esquina você se depara com monumentos, praças e construções de cair o queixo. E desse jeito não é nada desagradável se perder pelas ruas do centro. (Sim, eu me perco aqui diariamente. Praticamente já faz parte do cronograma do dia. Eu sei que parece ridículo, mas juro que as ruas não fazem sentido!)

Duomo, umas das primeiras coisas em que pus os olhos

Duomo, umas das primeiras coisas em que pus os olhos

E andar a pé é obrigatório! De ônibus você perde muitos detalhes charmosos da cidade. Além do mais, para quem está acostumado com os morros de Minas Gerais, andar aqui é tranquilo. Inclusive de madrugada! Pra mim ainda é estranho andar sem preocupação e sair de casa sem ser escrava dos horários de ônibus. E olha que Firenze não é, nem de longe, uma das cidades mais seguras da Europa.

Pés

Pés

Mas no começo nem tudo são flores. Você vai se sentir feliz por ver coisas novas, mas o que ninguém te conta é que, geralmente, os primeiros dias são uma merda. Não, eu não estou louca e não, não sou só eu!

Passei as primeiras semanas dividida entre a preocupação de ainda não ter onde morar, a insegurança de enfrentar uma nova língua e uma nova cultura e o sentimento corriqueiro de querer estar morta. Hahaha. E sabe aquela galera que voltou do intercâmbio que sempre fala para fugir de outros brasileiros? Também não vai ser fácil.

Mas aí já é assunto para um outro dia.

That’s all folks!