Pages Menu
Couch surfing

Couch surfing

Embora muitos critiquem (e na maioria das vezes sem saber) os estudantes do CsF viajam. E muito. E, se quiserem continuar chamando o programa de turismo sem fronteiras, assim como a maioria dos críticos o chama, não tem problema algum: estamos aqui também para isso. Não é possível aprender ou conhecer outras culturas em apenas um lugar. Principalmente quando se trata de design: design requer movimento; sair do estado inerte; buscar culturas; e, principalmente, buscar diversas referências assim como nos é dito praticamente todos os dias. Quiçá afirmo que, o que aprendemos em cada viagem é muito mais importante do que o quê aprendemos sentados em uma cadeira em sala de aula. Não lembro muito bem, mas tenho certeza que aprendi um pouco de alemão quando tentava voltar sozinho e um tanto quanto bêbado após a Oktoberfest (Munique, Alemanha) para meu ônibus. Não haveria continente melhor para escolher do que a Europa quando se trata de viagens: o mesmo tempo em que eu gastava de casa até a Universidade no Brasil, consigo sair da minha cidade aqui da Itália e ir para Espanha, por exemplo. E, se for muito esperto, o preço da passagem (ida e volta) pode sair menos que £20. Ainda se tiver um pouquinho de sorte, é possível arrumar passagens para outras cidades da própria Itália de graça (é até um pouco estranho pensar, mas é possível entrar num ônibus e ir para outras cidades sem pagar um centavo).

Oktoberfest

Oktoberfest

Embora recebamos uma bolsa que consiga contemplar as viagens assim como alimentação e moradia, economizar é sempre bem vindo. E uma das melhores ferramentas para facilitar todas essas viagens é o couch surfing. Advindo de um aplicativo para encontrar hosts em diversas cidades, couch surfing é uma maneira em que pessoas que moram em diversas cidades da Europa, por exemplo, oferecem gratuitamente sua casa para hospedar quem almeja conhecer a cidade. Basta escrever, ou no aplicativo ou mesmo em grupos do próprio facebook, a cidade que deseja visitar e as datas, e algum residente que tiver disponibilidade oferece seu pedacinho de chão. Às vezes, algumas cidades são bastante concorridas e é necessário vender um pouco seu peixe: ou prometendo cozinhar, lavar as louças ou mesmo mostrar que as pessoas se arrependeriam em não te conhecer.

Além disso, as pessoas compartilham dicas de lugares para visitar que não estão presentes no roteiro comum de turista. Mais do que economizar dinheiro, para mim a experiência de couch está significando conhecer pessoas, culturas, assim como fazer amizades que com certeza permanecerão. Algumas pessoas têm receio ou mesmo não gostam muito, entretanto, até hoje não tive nenhum problema com isso, pelo contrário. Assim como já recebi diversas pessoas aqui em casa, fiquei hospedado na casa de pessoas que até então eu não conhecia, em cidades com o custo de vida alto. Dessa maneira consigo saber de pessoas que vivem diariamente a rotina da cidade (mesmo que sejam estudantes do CsF) os melhores locais para sair e conhecer. Conhecer a cidade ao lado de quem já a conhece torna uma experiência bem mais tranquila. Assim como conhecer de pertinho e vivenciar as obras de Gaudi, Van Gogh, Monet e de tantíssimos outros artistas que, estudadas em sala de aula são bastante incríveis, porém, vistas de perto, não há palavras para descrevê-las.