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Dia-a-dia: work hard, play hard

Dia-a-dia: work hard, play hard

Hello, everybody. Vou começar esse post dizendo que é muito difícil começar posts. Enfim, hoje venho lhes contar um pouco do meu dia-a-dia e, consequentemente, um pouco da minha vida acadêmica. Dei uma prévia no post passado dizendo que temos muitos homeworks por aqui – e, além das provas, esse é um dos motivos pelo qual este post está chegando atrasado –, e agora vou dar mais detalhes.

Como já mencionei antes, eu e mais cinco estudantes chegamos no verão para fazer seis semanas de aulas de Inglês. Meu schedule era aulas de Composição textual – as melhores aulas –, Literatura, Pronunciação – outra disciplina maravilhosa – e aulas sobre como ser bem sucedido na universidade. Durante esse período eu tinha aula das 8 horas da manhã às 4 horas da tarde, tendo um intervalo de aproximadamente 2 horas no horário de almoço. Homeworks? Vocês já sabem, todos os dias. Porém as aulas iam até quinta-feira somente, então nossa folga de três dias valia à pena. As turmas eram pequenas, vinte alunos no máximo, e isso fazia com que recebêssemos muita atenção dos professores. Estes estavam sempre preocupados em nos fazer falar Inglês e interagir com os outros alunos internacionais. Todos, alunos e professores, eram muito atenciosos e amigáveis, o que fez da nossa recepção e adaptação mais agradável do que eu esperava.

Alguns dos alunos e duas professoras na festa de encerramento do American Language Program no verão

Alguns dos alunos e duas professoras na festa de encerramento do American Language Program no verão

Além de as aulas serem bem interativas, o American Language Program, esse programa que proporciona as aulas de Inglês dentro da universidade, oferecia também passeios educativos e, acima de tudo, repletos de diversão – tudo de graça. Com esses passeios, fomos ao Knott’s Berry Farm, que é um parque de diversões mas também um museu, fomos a um jogo de Baseball dos Angels – um dos maiores times aqui na Califórnia –, a um complexo de museus e galerias de arte chamado Balboa Park em San Diego etc. Esses momentos de recreação junto a outros estudantes de países ainda mais diferentes que o Brasil em relação aos Estados Unidos, nos colocando em contato ao “mundo real”, fora do conforto da universidade, nos ajudava a nos soltar e a nos sentirmos mais confiantes para lidar com qualquer novidade parte da adaptação.

Trecho do Balboa Park em San Diego em um dos passeios oferecidos pelo American Language Program

Trecho do Balboa Park em San Diego em um dos passeios oferecidos pelo American Language Program

Durante o summer, eu morava com mais três brasileiras, duas veteranas e a única outra menina que chegou comigo. As outras duas meninas dividiam um banheiro e as tarefas entre si. Eu e a minha parceira novata dividíamos outro banheiro e as tarefas entre nós. Nós duas tínhamos plano de alimentação no restaurante da universidade, então nunca precisávamos cozinhar em casa – apenas lanchinhos na madrugada. Agora eu moro com uma americana e uma japonesa, e cada uma de nós limpa o que suja por aqui, tentando manter tudo organizado na maior parte do tempo. Eu continuo tendo plano de alimentação, agora no condomínio onde moro, e a única coisa que cozinho é miojo. E tem coisa melhor que miojo? As comidas típicas dessa região são bem… hm… mexicanas. Mas fome não passamos, não (viu, mãe?).

Tanto antes, enquanto morava nos dormitórios dentro do campus, quanto agora no condomínio em que moro do lado do campus, vou para a aula a pé. O lindo e maravilhoso conjunto de prédios de Visual Arts é do outro lado do campus, então eu ando entre 15 e 20 minutos todos os dias para chegar às aulas, o que me faz queimar – ou me faz pensar que estou queimando – as calorias das pizzas, hamburgueres e macarronadas que como. Aqui é extremamente seguro, meus amigos até costumam dizer que aqui à noite é mais seguro que no Brasil de dia, e é mesmo. Há postes de emergência por todo o campus e no momento em que você aperta o botão a polícia vem te socorrer. Outro suporte que a universidade dá é o transporte. Aqui nós temos um cartãozinho que nos permite transitar de ônibus sem qualquer custo por todo o condado. O posto de saúde do campus é outro ponto importante. É só levarmos nosso cartão de identidade da universidade para termos direito a consultas, certos exames, tratamentos e remédios. E por falar em remédio, não é difícil encontrar os mais corriqueiros em supermercados.

Cartão de identidade que nos permite usufruir de diversos serviços oferecidos pela universidade e cartão de transporte que nos proporciona livre transporte de ônibus por todo Orange County

Cartão de identidade que nos permite usufruir de diversos serviços oferecidos pela universidade e cartão de transporte que nos proporciona livre transporte de ônibus por todo Orange County

Diferente do summer, pudemos escolher as disciplinas que queríamos cursar durante o fall. Entretanto, a não ser que seja um laboratório, as aulas não são tão interativas e isso exigiu toda uma nova adaptação. Os professores não são tão atenciosos nas aulas de leitura, que é o tipo de aula que acontece em auditórios com aproximadamente cem pessoas; mas são todos educados e prestativos se você for até eles com alguma dúvida ou pedido. Eles querem te conhecer e ajudar, mas não espere que eles venham até você. Já nas aulas de laboratório as turmas são menores, com por volta de vinte pessoas, e isto faz com que recebamos mais atenção do professor sempre. Outra diferença entre aulas de leitura e laboratório são os estudantes. Nas aulas de leitura ninguém se importa com o aluno ao lado a não ser que já o conheça e a maioria nem olha na cara dos colegas. Já no laboratório, as pessoas interagem mais, dá para trocar ideias, experiências e até fazer amizades. Em geral, as aulas tem um ritmo bem diferente das do verão. É tudo mais corrido e cada um por si.

Os horários no outono são outra coisa que varia bastante. De segunda à quinta eu tenho aulas à tarde, e segunda e quinta elas vão até à noite. Como se não bastasse tudo que tenho para fazer, ainda me voluntariei para ajudar estudantes americanos que estão aprendendo Português, o que faz da minha semana ainda mais ocupada. Minhas sextas continuam livres, então mesmo que eu me acabe em homeworks e projetos durante a semana – e eu me acabo –, o fim de semana de três dias vale à pena. Fullerton é uma cidade pequena, portanto, nosso lazer está sempre relacionado a estar com os amigos. Mas não é difícil ir à outras cidades curtir o dia. Até hoje não tivemos problemas com atrasos de bolsas e, para quem sabe administrar e não fica gastando com tudo que vê por aí, o dinheiro dá direitinho. Dá para ir à praia, ao cinema, a parques, museus etc. Sempre há algo para fazer e quando não tem, nós apenas reunimos todo mundo na piscina. Às vezes bate um sentimento de homesick, uma solidão, uma saudade da família, dos amigos, do cachorro (principalmente do cachorro!)… Mas passa rapidinho, quando alguém bate – e alguém sempre bate – à sua porta chamando para aproveitar o dia, aproveitar a vida.

Cidade de Los Angeles vista do Griffith Observatory <3

Cidade de Los Angeles vista do Griffith Observatory <3