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Fim de Período!

Fim de Período!

Fim de Período!

A humanidade é movida pelo desejo de desbravar o desconhecido, ir além de seus limites, tocar o horizonte com as próprias mãos. E esse desejo permanece até hoje em cada um de nós. Desde nossos primeiros passos longe de nossos pais na infância, nossos primeiros beijos, a descoberta do amor, a escolha de uma cidade para morar na época de faculdade. São os pequenos prazeres de desbravar o desconhecido.

Milhões de anos atrás algum grupo de humanos decidiu que o lugar em que vivia não era o suficiente e que precisavam de mais. Precisavam tocar o horizonte. E assim a humanidade começou a sair de seu pequeno pedacinho de terra na África em direção ao mundo. Cruzando todos os tipos de lugares, todos os tipos de clima, todos os tipos de adversidade. Superando crises de escassez, tempos de gelo e tempos de fogo, sempre tentando alcançar o inalcançável.

E é isso que nos move até hoje. Nada me tira da cabeça que o intercâmbio é uma busca pela possibilidade de tocar o horizonte e descobrir até onde vai o mundo.

Claro, não possuímos as mesmas incertezas dos desbravadores do passado, estamos indo em direção a locais já antes explorados, mas ainda assim, há uma incrível sensação de descoberta pessoal que permeia toda essa experiência. Descoberta de um novo ambiente e descoberta de si mesmo

Apesar das possibilidades acadêmicas, um dos maiores ganhos de um intercâmbio é interno. Descobrir que o mundo é maior do que se esperava, mas ao mesmo tempo nem TÃO grande assim, conhecer pessoas de outros países e descobrir que todos tem um quê de brasileiros. Ou que os brasileiros tem um quê de todo o resto. E descobrir que lar é o lugar onde nossa curiosidade nos leva.

E que não há doce de blueberry que seja melhor do que paçoca. (Sério, estou muito bem sem todo o arroz e feijão do Brasil, mas a falta de paçoca chega a ser cruel). E que nem tudo é o que parece. Como um doce que parece gostoso em um mercado finlandês e que você descobre ser Salmiakki (um tipo de bala salgada feita com cloreto de amônia, muito popular nos países nórdicos). E ah, que pastel deveria ser um patrimônio brasileiro de grande importância, pois faz uma falta…

Alguns doces finlandeses

Alguns doces finlandeses

Termino esse semestre com a sensação de que aprendi coisas novas no âmbito acadêmico mas, principalmente, com a sensação de que aprendi um pouco mais sobre quem eu sou e sobre como nós, seres humanos, independente de nosso país de origem, somos mais próximos do que imaginamos. E que, as vezes, a descoberta nos leva de volta ao ponto de partida, pois mal posso esperar para redescobrir meus locais de origem com os novos olhos que essa oportunidade me deu.