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Hollywood work life

Hollywood work life

Hello! Vim hoje para falar de estágio. Aliás, hoje vim desabafar sobre estágio. Ô processo chato, viu? Aqui nos Estados Unidos o parceiro do CsF é o IIE. Eles têm uma página disponibilizando oportunidades de estágio e projetos de pesquisa em entidades cadastradas, mas não é lá essas coisas. Em Design Gráfico, que é meu curso, por exemplo, não havia mais que quatro resultados e destes apenas uma vaga era diretamente relacionada à área. Alguns dos meus companheiros de intercâmbio conseguiram estágio por lá, mas eu resolvi não contar com isso. Ninguém corre atrás de nada para nós, não. O máximo que pode acontecer é algum professor gostar do seu trabalho, ter algum projeto e te oferecer um convite. Uma das minhas aulas era dividida entre alunos no último semestre de suas graduações e alunos de pás-graduação. Por causa disso, a professora sempre aparecia com algumas ofertas de estágio e emprego de seus conhecidos e amigos de profissão. Mas cabia a cada um ir atrás de enviar currículo e portfólio, claro. O que eu fiz? Nesse um ano de intercâmbio a aula que eu mais gostei e na qual eu sinto que mais aprendi foi um laboratório de Editorial, e realmente senti que o professor chegou a conhecer meu trabalho e gostou do meu rendimento. Um projeto de pesquisa não era o que eu queria, mas eu resolvi garantir algo na universidade antes de me aventurar por aí. Contatei meu professor e ele me ofereceu três trabalhos. Dois deles iriam começar durante o Spring e eu achei que iria dificultar meu rendimento nas aulas, então optei pelo que iria comecar após o fim do semestre. Enquanto isso, me cadastrei em um ou dois sites de oportunidades de emprego e estágio, e enviei currículo e portfólio para as vagas que me interessavam. NY, Chicago, San Francisco, San Diego… Recebi alguns emails, mas a maioria não deu em nada. O engraçado é que a empresa que ficou comigo é bem pertinho de Fullerton, em Los Angeles. Estágio era o que eu queria, então mesmo com todas as incertezas de onde morar, como me alimentar e como me locomover, eu abracei a oferta. Minhas atividades começaram antes mesmo da CAPES e do IIE aprovarem o processo, antes mesmo de as aulas terminarem, comigo trabalhando à distância. Com os projetos e provas finais, ainda tive que me preocupar com minhas atividades de estágio, com me despedir dos amigos que não iria ver mais, com todos os documentos para o programa e para a empresa (quanta burocracia!), e em procurar um lugar para morar. Olha, essa última parte foi dificil… Quando é um housing estudantil o programa paga o valor que for. Mas quando não é, o programa só nos disponibiliza 270 doletas. Com 270 doletas eu moraria embaixo de um viaduto em LA. É tudo muito caro por aqui, muito caro mesmo, e todas as unis são bem longe do meu estágio. Pensei “estou lascada”. Até que encontrei essa humilde residência estudantil, a mais perto do meu trabalho, chamada Hobart. Pense numa casa com mais de 20 quartos e umas 50 pessoas – a maioria asiática que não fala Inglês -, uma única máquina de lavar, uma de secar e uma cozinha
pequenininha que mal dá para 2, 3 pessoas. No meal plan, tem que cozinhar todos os dias. Tem que pegar dois ônibus para ir, dois ônibus para voltar do trabalho. Eu trabalho das 9 da manhã às 6 da tarde, de segunda a sexta, estágio não remunerado. A Leap é uma marca de West Hollywood de smoothies orgânicos e super saudáveis que está crescendo (quase um filho <3). Antes de mim, a empresa terceirizava todo o serviço de Design. Desde que cheguei, tenho que reformular as páginas do website, fazer newsletters, cartões de visita, cartões de desconto, campanhas por email, conteúdo para as redes sociais (falando nisso, checa nosso Instagram, que é uma delicinha: @leapsmoothies), coordenar photoshoots e videoshoots, e ainda vem por aí um livro de receitas. É muito trabalho! Dividimos nossa sala com a @Tattify, temos dois cachorros como companheiros de escritório (dentre eles um pug que me rende vários snaps engraçados), vivemos recebendo amostras de produtos alimentícios de empresas que querem fazer parceria conosco, e sempre comemos os smoothie bowls que fazemos para tirar fotos (adoooro!). É muita responsabilidade, é várias vezes fisica-psicologicamente cansativo… Mas é uma experiência extremamente engrandecedora, e eu sinto que vou sair dela muito mais madura e preparada para maiores aventuras e aprendizados.

Leap Team (faltando o Matt) em mais um dia normal de trabalho

Leap Team (faltando o Matt) em mais um dia normal de trabalho

Nos bastidores de um dos videoshoots com nossos fundadores

Nos bastidores de um dos videoshoots com nossos fundadores