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Intercâmbio: Uma nova (e incrível) experiência na Austrália

Intercâmbio: Uma nova (e incrível) experiência na Austrália

Meu nome é Fernanda, mas todo mundo me chama de Fê. Tenho 19 anos, míseros 164 centímetros de altura e uma “pequena” obsessão por batom vermelho. Não consigo me recordar de um momento na minha vida em que não fui apaixonada por arte, design e cultura. Em 2012, ainda no ensino médio, concluí meu curso técnico de Comunicação Visual pelo SENAI/MG, fonte dos principais incentivadores e responsáveis pela minha ingressão na UEMG, em 2013, no curso de Design Gráfico.

Em 2015, estaria cursando o meu 5º período, mas no segundo semestre de 2014 decidi me inscrever (por que não?) no programa Ciência sem Fronteiras (CsF), com destino à Austrália (a.k.a. The Land Down Under) e aqui estou, há um mês e 19 dias, amando cada esquina dessa cidade.

A viagem pra cá é absurdamente longa (foram mais de 40 horas de viagem!). O meu vôo internacional saía de São Paulo, onde eu encontrei algumas pessoas do meu edital do CsF e comemos a primeira pizza da viagem, mal sabendo que iríamos comer isso umas 3 vezes por semana por aqui. Ah, a inocência…

Estávamos ansiosos para conhecer o aeroporto de Dubai e sobre a experiência: confirmo os boatos de que ele é maravilhoso, enorme e exala riqueza e luxo. Eles definitivamente sabem o que fazem. Quase esquecemos do cansaço que foi o vôo até lá. Também quase esquecemos que era Valentine’s Day e eu tive que correr para arranjar um encontro e não passar esse dia completamente solitária (foi com um M&M amarelo gigante de turbante).

Meu encontro de Valentine’s day

Meu encontro de Valentine’s day

O vôo de Dubai para Melbourne foi ainda mais extenso. Consegui dormir, ver três filmes, fazer umas cinco refeições, ouvir o novo álbum da Taylor Swift inteiro duas vezes, ganhar chocolate do comissário de bordo e ainda fazer amizade com a australiana simpática sentada do meu lado mesmo eu tendo derrubado café nela. Cheguei em Melbourne (que fica no estado de Victoria) de madrugada. A cidade estava vazia, escura e conversando comigo em um sotaque bizarro mas eu não conseguia parar de sorrir.

As primeiras semanas foram uma loucura. Mal consegui conversar com minha família… Dentre as milhares de coisas que tive que fazer por aqui: comprar um plano de telefone, abrir uma conta no banco, comprar computador, fazer o cartão de transporte, procurar moradia, comprar coisas para casa etc. E, além disso tudo, encontrar tempo pra turistar um pouco.

Prédio incrível (e acreditem ou não residencial)

Prédio incrível (e acreditem ou não residencial)

Shrine of Remembrance (War Memorial)

Shrine of Remembrance (War Memorial)

Eu já percebi que a maioria dos amigos brasileiros que fiz aqui são tão ansiosos quanto eu. Nós queremos conhecer todos os lugares daqui, ir a todos os eventos, exposições e shows, e participar de tudo que a faculdade oferece o quanto antes, como se não fôssemos passar, no mínimo, 9 meses aqui. Melbourne nos deixa elétricos.

Até hoje me pego sorrindo sozinha, me dando conta de que tudo isso é de verdade (e acredito que será assim até o final).

St. Kilda às 20 horas

St. Kilda às 20 horas