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Me aventurando pelo mundo, mais uma vez…

Me aventurando pelo mundo, mais uma vez…

Mais uma vez resolvi me aventurar pelo Mundo. Depois do meu ultimo intercâmbio na Itália e na Inglaterra, decidi tentar outra vez. Para alguns a distancia se torna uma dificuldade e a saudade um parceiro constante, entretanto não foi esse meu caso. Eu me apaixonei. Me sinto feliz e independente, esses desafios me inspiram e me sinto motivada todo dia. Essa foi a razão para eu não parar ano passado. Essa foi a razão de eu me atirar num novo programa e tentar um país pelo qual eu carregava tantos preconceitos: Estados Unidos.

Mas que preconceitos? Então, quando estava no ensino médio eu ouvia muita coisa ruim sobre o país. Americanos são arrogantes, se sentem superiores e são extremamente patriotas. Bom, de fato eles são muito patriotas. Mas todo esse sentimento desagradável contra eles foi fruto da revolta juvenil contra o capitalismo e sua forma de controle. Aposto que muitos de vocês passaram pelo mesmo.

Sendo sincera, EUA não era minha primeira opção. Eu sonhava com o Japão e a Austrália, mas devido a alguns conflitos com os editais de ambos os países, não usei a oportunidade do Ciências sem Fronteiras para esses lugares que eram e são meus sonhos. Na dúvida do que escolher para onde ir e o que fazer, pedi conselho a um professor e ele me disse: “use essa oportunidade para crescer profissionalmente, por que o crescimento pessoal vai ser consequência”. Ok, não foram essas palavras exatamente mas a ideia é essa.

Then it hit me. Por que não juntar o útil ao agradável? Os EUA pode me acrescentar incrivelmente tanto na questão profissional quanto quebrar meus estereótipos. A principio tive medo, mas isso é comum. O medo também nos protege. Só que decidi que não iria deixar o medo me tomar dessa vez, então me inscrevi para o edital. E QUE EDITAL. QUANTA BUROCRACIA MEU PAI. Sabia que os EUA era burocrático mas não desse jeito. Sofri com os COAS, explicando meus motivos e minhas escolhas. Sofri ao perceber que não fui alocada na universidade que tanto sonhei e fui parar em uma que nunca tinha ouvido falar. Mal eu sabia na época, que fui abençoada.

Mascote Richie | Polyanna Moreira | RIT | Estados Unidos

Mascote Richie | Polyanna Moreira | RIT | Estados Unidos

Voltemos à viagem! A preparação dessa vez foi tão fora da realidade quanto a outra. Eu estava e ainda estou na fase da “lua de mel” quando tudo é lindo. Comprei roupas, sapatos, vac bags pra por tudo. Comprei manta e preparei para levar meu travesseiro. Arrumei uma mala que posteriormente ficou pequena demais. Comprei uma mochila do Brasil que caiu metade do preço depois da derrota de 7×1 pra Alemanha. Arrumei meu computador, meu 3ds, meu celular, minha mesa digitalizadora, tudo o que julgava importante pra mim e desnecessário de se comprar pela segunda vez nos EUA. Enfim, vim preparada.

Assim como da outra vez, meus pais me acompanharam até o aeroporto de Guarulhos, quando encontrei o grupo de brasileiros que ia para a mesma universidade que a minha. Falando nisso, não comentei ainda sobre ela! Eu fui alocada para o Rochester Institute of Technology (RIT). Comentarei mais sobre a instituição, mais a frente, então continue lendo! hahaha… Enfim, serei breve quanto a viagem por que foi demorada e difícil. Não consegui dormir em 9 horas de voo para Washington. A parte mais maneira do voo foi pegar um avião de hélice. Foi a primeira vez!

Edital 156 | Polyanna Moreira | Estados Unidos

Edital 156 | Polyanna Moreira | Estados Unidos

ENTÃO CHEGAMOS EM ROCHESTER! O aeroporto era bacana e os PAL’s (Peer Advisor Leader) nos esperavam para nos levar para o campus. Enquanto eles levavam o nosso grande grupo, de 5 em 5 pessoas, fui para a garagem assistir ao show de Thunderbolts. Foi simplesmente incrível! Havia acabado de chegar nos EUA e a primeira coisa que vejo é uma apresentação de aviões de guerra. Eles cruzavam os céus deixando um rastro de som e fumaça. O publico se maravilhava com eles voando longe e perto, rápido e devagar, sozinhos ou em formação. Foi simplesmente incrível. Tão incrível que perdi os shuttles e os PAL’s tiveram que me procurar e buscar. Ops.

Enfim o primeiro dia se resumiu a isso e ao meu quarto. Estou num hotel da universidade que é bacana, tem um quarto que precisa de um certo investimento em iluminação e preciso pegar um bus todo dia para ir ao campus. Mas não tem problema por que eu tenho uma Double Bed!

Desk | Rochester Institute of Technology

Desk | Rochester Institute of Technology

O segundo dia foi mais interessante, começou a apresentação da universidade por parte dos PAL’s e festas. FESTAS! Americanos sabem fazer festas sem bebida alcoólica. E não acabou por ai, a semana seguinte foi a de orientação pros freshman e transfers. Teve festa durante o dia e durante a noite. Picnic, recreação, dança coletiva, comida. MUITO FREE FOOD. MUITO FREE STUFF. Já estou ficando folgada de ganhar tanta coisa de graça. Acho, só acho, que as universadades BRS deviam adotar isso. Free stuff faz sempre as coisas ficarem melhores! Se ficarem curiosos, deem uma olhada como foi a semana nesse vídeo (eu apareço dançando em 3:20!):

Agora falemos da RIT! Estou aqui a 3 semanas e já visto o tigre laranja! A universidade é super única. Super nerd na verdade. E super diversa! Aqui metade dos alunos são surdos e mudos, então você  vê pessoas conversando por ASL (American Sign Language) toda hora, na rua, na aula, nas palestras. Achei isso incrível e quero começar a aprender assim que possível!  Além disso tem muita gente viciada em games (YAY!). Tem muita coisa a se falar dessa universidade para ser sincera. Resumirei aqui mas farei um texto só sobre ela.

Rochester Institute of Technology | Vista da praça

Rochester Institute of Technology | Vista da praça

Sessão de Design Industrial | RIT

Sessão de Design Industrial | RIT

A RIT é composta de uma comunidade muito unida. A área de design de produto é super cooperativa e ela tem destaque no ramo nacional. Ela tem uma das maiores convenções de design, no qual recebe grandes empresas como Copic, Xerox e Kodak (empresas fundadas em Rochester!) e muitos designers de renome como Daniel Simon! E o mais interessante? É tudo organizado por alunos! Nada de professores ou outros funcionários, apenas alunos de diversas áreas se juntam e formulam as convenções.

Por fim estou feliz, realizada e determinada. Espero que meus próximos textos venham ricos de experiências minhas. Agradeço por quem teve a paciência de ler tudo e devo dizer: Você é guerreiro, meu amigo! Hahaha Nos vemos na próxima, pessoal!