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“Meu intercâmbio não é pelo Ciências sem Fronteiras”

“Meu intercâmbio não é pelo Ciências sem Fronteiras”

Olá, Brasil! Para os que não me conhecem, meu nome é Polyanna, sou estudante do 4º período de Design de Produto na UEMG (manhã).  Estou fazendo a matéria de mobilidade acadêmica pelo tempo de 6 meses, apenas. Queria deixar claro umas coisinhas antes de começar a contar minhas primeiras experiências na Europa.

Vôo Brasil - Holanda - Inglaterra

Vôo Brasil – Holanda – Inglaterra

Meu intercâmbio não é pelo Ciências sem Fronteiras (pronto, falei). Vim aqui por iniciativa privada e estou terminando a minha estadia em Londres (3 meses), com estudo de inglês e “short curses” na Universidade de Artes de Londres (UAL – University of Arts London). A ideia aqui é adquirir língua e preparação para os testes de proficiência em inglês IELTS e TOEFL, visto que antes meu inglês era de iniciante. Continuarei com vocês até o fim do ano e contarei minhas experiências em Florença, Itália, por onde irei morar por 3 meses e fazer curso de italiano. Por acaso, estou indo pra Itália sem nunca ter estudado italiano! Estou indo morar lá com o português e o inglês nas costas, apenas. Mas não tem problema, daqui a um mês vamos ter um feedback dessa experiência e espero que elas sejam, pelo menos, divertidas.

Não se mate com seu inglês no primeiro dia.

Não se mate com seu inglês no primeiro dia.

Agora vamos ao que realmente interessa! Minha história começa em Belo Horizonte, no Aeroporto de Confins, no dia 05 de julho de 2013. Por mais que seja apenas o inicio de toda essa minha experiência, esse momento foi extremamente marcante. É o momento que você começa a entender que tudo aquilo que você tinha planejado realmente estava ocorrendo, que todas aquelas despedidas não eram apenas sonhos, elas realmente haviam acontecido.

Saindo de BH, fui para o Aeroporto de Guarulhos, São Paulo. Já havia estado nele alguns anos atrás e quem o conhece sabe como é complicado e estressante. O meu voo para Amsterdã era às 18:15 h mas eu só embarquei depois das 19 h. Infelizmente eu não consegui, há um ano, um voo direto Brasil-Londres, então tive que fazer conexão na Holanda e depois ir para Inglaterra.

A viagem foi interessante. Minha poltrona era na janela do avião...

A viagem foi interessante. Minha poltrona era na janela do avião…

A viagem foi interessante. Minha poltrona era na janela do avião e ao meu lado vieram duas senhoras japonesas muito educadas que estavam indo à França pra ver um concerto de musica clássica. O serviço de bordo do avião (KLM) era maravilhoso, as aeromoças eram muito atenciosas e mesmo sem saber falar português, elas tentavam algumas palavras para me ajudar e até falavam em inglês num ritmo que eu conseguia entender. Foram 12h de voo até Amsterdã, foi um voo de madrugada e isso para mim foi a pior experiência de todas! Dormir no avião. Uma coisa é tirar um cochilo de 20 minutos à 1 hora, outra é dormir uma madrugada inteira numa poltrona de classe econômica. Que horror!! Só sei que a minha volta pro Brasil vai ser sofrida porque eu não nasci para passar tanto tempo em um avião, mesmo tendo filmes e joguinhos pra me distrair.

Depois de 12 horas, finalmente cheguei a Schiphol Amestedam Airport. Não posso afirmar com certeza, mas esse aeroporto deve ser do mesmo tamanho ou até mesmo maior que Guarulhos. Entretanto, a organização, a tecnologia, a infraestrutura do local é de um nível muito mais alto. Fiquei impressionada com a sinalização, o atendimento e até mesmo com as esteiras que ligam setores do aeroporto, facilitando sua locomoção, visto que você não precisa, necessariamente, andar.

Meu tempo ali não durou muito e logo voei para Londres. Nada demais aconteceu no voo, então vou chegar logo ao que interessa: o Heathrow Airpoirt. Eu já vinha desconfiando que isso iria acontecer e não deu outra: minha mala foi extraviada. Por que eu achava que isso ia acontecer? Por que mudei 3 vezes de avião. Pelo menos não foi só a minha, alguns brasileiros passaram pelo mesmo problema, e eu tive suporte emocional deles em primeiro momento. Eles me orientaram, fiz uma reclamação, recebi um vaucher com desconto para a próxima passagem aérea que eu comprar (essa foi a parte mais legal!) e eles me mandaram a mala 2 dias depois que eu cheguei. Foi bom e ruim. Ruim por que cheguei só com os meus documentos na mão. Bom por que fiz compras em Londres logo no primeiro dia que cheguei!

Londres brilhava para mim.

Londres brilhava para mim.

Agora, mesmo que eu estivesse triste pelo que aconteceu, bastou eu pegar a estrada rumo as zonas centrais de Londres que todo meu problema desapareceu. Em um primeiro momento, Londres brilhava pra mim. Primeiro, era tudo diferente. Casa, carro, pessoas e principalmente a mão inglesa! Segundo, Londres era Sol, mas sol de verdade, aquele que te queima e não tem uma nuvem no céu para te ajudar. Fiquei pasma porque não era essa a imagem de Londres que eu conhecia. Terceiro, vi como o britânico pode ser educado e ao mesmo divertido. Achava que eles eram frios e sérios, mas isso não é verdade. Vou até aproveitar e deixar umas dicas que recebi de um britânico logo no primeiro momento em Londres e acho extremamente válido:

  • Não se mate com seu inglês no primeiro dia. Por quê? É o seu primeiro dia! Tudo é diferente, você está longe de casa e da sua terra, então não se estresse em falar inglês muito bem logo quando chegar. O britânico é paciente e procura te ajudar, então esse esforço pode ser desnecessário.
  • Fale devagar. A gente acha que só por que eles falam rápido que a gente tem que falar também. Relaxe, eles não vão te maltratar se você falar mais lentamente, na verdade por vezes eles vão ser mais agradáveis com você.
  • Sorria. As pessoas daqui não são sérias, elas gostam de um sorriso e gostam de conversar. Quero lembrar que Londres é uma cidade extremamente turística, você raramente vai encontrar inglês loiro, do olho azul e branco aqui. Então há todo tipo de pessoa aqui e eu te garanto que até a pessoa mais fria pode ser mais simpática com você se você sorrir.
Sorria

Sorria

Essas dicas foram extremamente uteis para mim em um primeiro momento e me ajudaram muito a lidar com as pessoas daqui nos primeiros dias. Algumas até mesmo perguntavam como eu estava quando eu passava pela rua, pois sabiam da minha situação e queriam saber se estava tudo certo.

Bom, espero que tenham achado interessante esses meus primeiros momentos na Terra da Rainha. Se tiverem qualquer duvida ou curiosidade, estou aberta a perguntas e tentarei ao máximo ajudar. Já estou aqui há dois meses e talvez possa ser útil. Muito obrigada e até a próxima vez!