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O processo de inscrição

O processo de inscrição

Estar aqui do outro lado deu bastante trabalho. O processo de inscrição no programa é cheio de detalhes e requisitos, e muitas pessoas desistem no meio do caminho, por essas dificuldades e por preguiça de procurar e sanar dúvidas. Pois no meu caso, conseguir a bolsa não foi tão difícil assim.

Documentação, boa proficiência em línguas estrangeiras e projetos de pesquisa podem ajudar muito. Vale lembrar que boas notas no histórico acadêmico contam muito, talvez isso tenha me ajudado também, mas acredito que essa parte se refere mais à homologação dentro na UEMG. Eles avaliam você, pra depois você ser aceito pela CAPES, ou CNPq. No meu caso, não tinha nenhuma pesquisa publicada, nem premiações na área. Mas, a primeira coisa que fiz foi correr atrás do exame de proficiência em inglês. Sempre estudei inglês desde criança, por isso não me preocupei muito. O TOEFL, a prova que fiz, não é fácil, é uma prova que vai além do seu conhecimento da língua. Vale a pena se preparar, pois é uma prova cara, (220,00 USD), pra ser feita de qualquer jeito. Não pude estudar muito pra prova por falta de tempo, mas consegui uma nota um pouco acima da média pra me inscrever no edital da Irlanda.

Por que Irlanda? Pois é, não pensei muito antes de escolher, sinceramente, foi a chamada de edital de língua inglesa que aceitava minha nota, e a disponível no momento. Hoje vejo que fiz uma boa escolha, por que tenho facilidade no inglês e isso ajuda muito no rendimento acadêmico e adaptação no país. Mas vale considerar outros aspectos, se possível, antes de escolher o país. Clima, hábitos, pessoas e costumes podem contar muitos pontos na escolha também.

Identidade visual escolhida para confecção de moletons para alunos selecionados no edital

Identidade visual escolhida para confecção de moletons para alunos selecionados no edital

Quanto ao processo e documentação, é a parte mais delicada e estressante.A maioria da documentação quem providencia é você, e se não correr atrás, vai perder chamadas por bobagem. Passaporte – já faça assim que resolver se candidatar. Os demais documentos são solicitados a medida que as etapas forem passando. Dentre eles: histórico escolar original e traduzido pra língua do pais de destino vão ser necessários, geralmente você mesmo traduz o histórico, mas procure pessoas da sua faculdade que já foram, provavelmente elas já fizeram isso, e talvez ajude. Acredito que a UEMG está pouco a pouco mais ciente das etapas e documentos necessários, mas no meu edital e anteriores, eram poucas as informações e suporte vindos da UEMG, quase tudo que descobri e resolvi foi com ajuda de outros candidatos nos grupos no Facebook e na internet, lá você vai achar tudo que precisa e um pouquinho mais.

Depois de anexados todos os documentos no portal do programa é só esperar as outras etapas. Ser aceito no país, escolher faculdades e cursos que você quer se candidatar (eu pude me candidatar em três). Algumas faculdades pedem portfólio, uma carta de aplicação ou de recomendação de professores, por exemplo. Eu fiz os três, acho que ajudou.

Depois de aceito os benefícios são muitos, bolsa de auxílio transporte, alimentação, acomodação, auxílio instalação, auxílio material didático. Tudo isso você encontra bem detalhado no seu edital. Depois de firmada sua bolsa, você tem contato direto com os técnicos responsáveis pelo seu edital pelo portal “Linha Direta”, lá você anexa documentos que eles pedem, recebe notificações, normativas, novas resoluções e comunicados.

O Ciência Sem Fronteiras é uma oportunidade grande de estudar e conhecer outras culturas e dilatar os conhecimentos, além se ser uma oportunidade pra quem não tem condições de fazer isso de forma particular. Não podia ter feito escolha melhor, é um desafio já que você é financiado por um órgão público, e esperam de você o retorno de voltar pro Brasil com conhecimento capaz de melhorar sua área de atuação e fomentar a pesquisa. Sem dúvida, a experiência e todo o processo demorado valem a pena.