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O trem que anda, o trem que nada, o trem elétrico…

O trem que anda, o trem que nada, o trem elétrico…

Para quem está acostumado com o maravilhoso transporte público de Belo Horizonte, e de tantas outras cidades do Brasil, pode-se dizer que qualquer pequena melhora que surgir já é vantagem! Mas devo dizer que o transporte público de Vancouver me impressionou e muito.

E uma das coisas que mais me impressionou foi o fato de que são tecnologias simples e totalmente viáveis que fazem com que o transporte seja eficiente. Os ônibus, por exemplo, são iguais ou até piores dos que existem no Brasil. São ônibus comuns, mas que passam exatamente no horário certo e que não possuem trocadores, apenas uma máquina em que você compra um ticket que vale por duas horas e para todos os outros meios de transporte da empresa (ônibus, metro e seabus). Essa máquina não só evita que haja mais de um funcionário no ônibus, mas também evita que o motorista tenha contado direto com o dinheiro e evita que assaltos aconteçam. Outra curiosidade dos ônibus é que tem como você saber os horários do ônibus por mensagem de celular. Cada ponto de ônibus tem um número específico, aí é só mandar uma mensagem com esse número para o número 333-33 que eles informam o horário do ônibus em tempo real! E os ônibus daqui, quando não estão em funcionamento, pedem “desculpas”: no letreiro aparece “Sorry, not in service” (Desculpa, não está a serviço).

Ônibus fora de serviço

Ônibus fora de serviço

O metro de Vancouver é outro meio de transporte impressionante! Chamado de SkyTrain, o metro possui três linhas que circulam por zonas diferentes de Vancouver: Canada Line, Expo Line e Millenium Line. Essas linhas circulam por Richmond, Vancouver, Burnaby, New Westminster e Surrey. Cada estação tem máquinas em que você pode comprar os tickets para essas zonas e funcionários que aparecem de vez em quando. Apesar de ter essas máquinas, não há uma fiscalização rígida no uso do ticket. Todas as catracas, de todas as estações, ficam abertas e as vezes funcionários e policiais checam nos vagões e nas entradas das estações se o ticket está sendo utilizado corretamente. Há uma multa quando o ticket é usado indevidamente, mas independentemente disso, as pessoas respeitam essa regra. Mas essa liberdade de ir e vir nos metros foi algo realmente inesperado, quando cheguei. E descobri que não são apenas os brasileiros que se assustam com isso: Hermano, André e eu já explicamos a um senhor, que estava confuso na estação do metrô, que não havia necessidade de passar o bilhete nas catracas.

Skytrain, Vancouver

Skytrain, Vancouver

Vale destacar também que além do Skytrain passar por quase todas as zonas da região de Vancouver, inclusive o aeroporto, a vista do metrô é algo impressionante. O nome Skytrain não foi dado aleatoriamente: a linha do metrô é suspensa, sendo possível ter uma visão panorâmica de Vancouver.

Outro meio de transporte comum é o Seabus. Também da mesma companhia do Skytrain e dos ônibus, o Seabus é uma barca que sai de Vancouver e vai até North Vancouver. As estações do Seabus são bem equipadas com a possibilidade de se pegar outros meios de transporte em cada uma. Mineira que sou, a minha empolgação ao entrar no Seabus foi maior do que quando cheguei na atração turística em North Vancouver! O Seabus possui longas filas de assentos, que são posicionados para a janela principal. A “viagem” durou apenas alguns minutos, mas a vista foi linda.

Vista do Seabus, Vancouver

Vista do Seabus, Vancouver

Em todas as estações do Skytrain e do Seabus havia funcionários capazes de indicar as melhores rotas. Todos foram extremamente simpáticos e alguns me abordaram ao verem que eu estava perdida. Há também próximo às estações de metrô, mapas do itinerário dos metros e mapas da cidade, o que facilita a vida de pessoas, como eu, sem nenhum senso de direção.

Apesar desse pouco período que estou aqui em Vancouver, no Canadá, já fiquei perdida várias vezes, tanto a pé, quanto de ônibus e de metrô. Mas em nenhum momento tive problemas com o mal funcionamento dos meios de transporte. As inovações são simples, mas totalmente aplicáveis a outros lugares. Sem sombra de dúvidas, vou sentir falta dos “trens” daqui: o ônibus é o trem que anda, o barco é o trem que nada, e metrô é o trem elétrico.