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Participando da seleção do “Ciência sem Fronteiras”

Participando da seleção do “Ciência sem Fronteiras”

Muitas pessoas têm dúvidas sobre como participar do processo de seleção do “Ciência sem Fronteiras”, e quais são os requisitos necessários para ter a sua candidatura aprovada.Quando me interessei em participar do programa, pensava que não seria possível, pois nunca fui bolsista de iniciação científica. Ao ler o edital, descobri que ter a bolsa é um diferencial para caso tenha mais candidatos do que vagas, e não é obrigatória para a candidatura no programa.

A minha primeira dica é um tanto estúpida: leia o edital! Pelo texto ser longo, as pessoas ficam com preguiça e fazem uma leitura dinâmica, haha. Mas o edital explica tudo direitinho e evita perguntas redundantes.

 Participação em projetos: para o “Ciência sem Fronteiras”, eles consideram iniciação científica e prêmios acadêmicos como critério de desempate (após nota do ENEM). Já para a aprovação da IES, a UEMG publicou recentemente os critérios que ela avalia, e a iniciação científica é bem vista. Os outros projetos de pesquisa ou extensão que você fez é interessante para outra etapa, quando você precisa ser selecionado pelas universidades estrangeiras. Geralmente te pedem uma carta sobre sua vida acadêmica, e mostrar o quanto você é empenhado academicamente é essencial.

Sendo sincera, nunca participei tão ativamente de projeto de pesquisa ou programa de extensão, só fiz pequenas contribuições. Como estava dentro de todos os outros critérios da UEMG (notas e ausência de reprovação), fui aprovada.

 Idiomas: depende do país que você está tentando. Alguns países consideram o conhecimento na língua nativa, mas felizmente esse não é o caso da Coreia do Sul. Eles exigem o inglês e aceitam 3 certificados: TOEFL, TOEIC ou IELTS. Parece que a relação candidato/vaga é relativamente baixa pra Coreia, então nesse edital os candidatos que não conseguiram a nota mínima no exame foram um mês antes pra estudarem inglês. Depois disso eles precisaram refazer o exame para tirar a nota necessária. Caso conseguissem, poderiam continuar no país e dar continuidade ao intercâmbio.

Fazer o exame é obrigatório. Se sua nota for baixa e não der tempo de refazer, envie ele e torça para que alguma situação parecida ocorra com você. Mas definitivamente, isso não é o recomendando. O certo é marcar o exame com antecedência (muita antecedência mesmo, as datas disponíveis desaparecem rapidinho) e estudar pra ele. Vai a dica:

TOEFL IBT: exame que eu fiz. Se não marcar com antecedência, fica complicado de achar vaga disponível para enviar o resultado a tempo (o resultado online sai cerca de 15 dias depois). Precisa estudar para o TOEFL, conhecer como funciona o exame (é todo pelo computador e bem diferente dos exames de Cambridge, os quais eu estava mais acostumada). Como eu decidi tentar em cima da hora, a minha sorte é que estava no exterior, então fiz o exame em Tóquio e achei vaga pra uma data próxima. Enviei a tempo porque adiaram a data de término de candidatura e ainda deixaram enviar o resultado até uma semana depois, se não me engano. A respeito da nota, 75 (para a Coreia) parece ser uma nota razoável, mas algumas universidades específicas exigem uma nota maior. A KAIST é uma delas. Eu tirei 108 (máximo no exame é 120) e consegui entrar! Existem diversos lugares que oferecem cursos preparatórios pro TOEFL em Belo Horizonte.

TOEIC: Para a Coreia, não é necessário fazer o speaking e o writing, mas de acordo com alguns amigos, ele é bem denso para reading e listening. Se você não possui segurança em falar e escrever inglês e acha que isso prejudicaria sua nota no TOEFL, o TOEIC é uma opção.

IELTS: O TOEFL e o TOEIC são exames americanos, já o IELTS é britânico. O único exame britânico que possuo certificado é o CAE, então não sei como funciona o IELTS. Mas se você está mais acostumado com os exames de Cambridge (eu prefiro, varia de cada um), talvez o IELTS seja mais interessante. Também existe curso preparatório para o IELTS em Belo Horizonte. Esses cursos duram cerca de 6 meses, mas deve ter outros com um período menor.

Documentação necessária para a candidatura: parece que para esses novos editais o ENEM a partir de 2009 é obrigatório. Caso você não o tenha, corra atrás. Para isso, planeje o seu intercâmbio com antecedência, pois o resultado demora pra sair. E lembre-se que a candidatura só é possível para os que possuem de 20% a 90% de conclusão do curso. Se você está beirando os 90%, fique atento.

Lembre-se de pedir o histórico escolar com antecedência. Geralmente a UEMG não cobra taxa quando é para candidatura em intercâmbio. A secretaria também entrega dentro do prazo. Além disso, veja com a UEMG sobre o histórico escolar em inglês, pois vai precisar para as próximas etapas. Caso ela não forneça, as universidades coreanas aceitam a tradução feita por você mesmo ou por um tradutor (não precisa ser juramentado) e com o carimbo da UEMG, claro. A tradução precisa passar pela aprovação do coordenador do curso ou outro responsável pela área.

Já para o inglês, lembre-se de que eles demoram um tempo para publicar o seu resultado, então tenha isso em mente para escolher a data do exame. E caso possua prêmios acadêmicos ou iniciação científica, busque os documentos comprobatórios.

Eu não precisei enviar portfólio, para a Coreia não foi necessário. Países como Reino Unido exigem.

Brasileiros na Coréia!

Brasileiros na Coréia!

Ciência sem Fronteiras (Coreia do Sul): eu recomendo. Estou aqui faz pouco tempo, mas estou em uma das melhores universidades da Coreia e passei quarta, quinta e sexta (feriado aqui) desenhando 14 horas para um trabalho para entregar para a segunda. Além disso, quase todo mundo consegue estágio, e é em empresas de ponta, como KIA, Hyundai e Samsung (quase todo mundo da minha universidade do edital anterior conseguiu). Esse foi um dos principais motivos pelo qual escolhi a Coreia. Poucos países ofertam essa oportunidade. Se você realmente quer estudar, recomendo muito aqui. E é claro, dá para se divertir também!

Abraço,