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Primavera e bicicletas

Primavera e bicicletas

Quando cheguei em Vancouver era inverno e as ruas eram sempre vazias. Achei normal e tomei a cidade como pouco movimentada. Mas os meses se passaram e a primavera chegou e a cidade agora parece outra. A grama e as árvores parecem ter cores mais vivas e flores desabrocham por todos os lados. Agora chove menos e as temperaturas chegam a 19°C. Pássaros cantam por todos os lados e as pessoas resolveram sair de casa. De repente, a rua estava cheia de pessoas andando pra lá e pra cá, crianças brincavam nos parques que antes pareciam só enfeite. E é claro, bicicletas, muitas bicicletas.

Organização até para os pedestres

Organização até para os pedestres

Essas plaquinhas estão por todos os lados

Essas plaquinhas estão por todos os lados

Já tinha comentado antes como a bicicleta está vinculada à cidade de Vancouver – quando cheguei aqui, a primeira coisa que me deram na faculdade foi um mapa de ciclovias. Com a chegada da primavera isso se tornou ainda mais claro. Não passam mais de dois minutos sem que passe uma bicicleta na rua em frente ao meu apartamento. E como estamos bem ao norte, agora escurece só depois das 8, e ciclistas pedalam até o sol se por.

Piso liso até onde a vista alcança

Piso liso até onde a vista alcança

Mas não só bicicletas, como também skates, longboards e patins agora também são bastante frequentes. O que permite isso é a falta de morros na cidade e, principalmente, o estado e cuidado com as ciclovias e calçadas. São sempre muito bem sinalizadas e raramente vejo um lugar difícil de se passar sobre rodas. Se estendem quilômetros sem uma rachadura sequer – às vezes um remendo, mas sempre bem feito.

Além das ciclovias, a cidade é preparada para receber ciclistas. Os ônibus tem suporte externo para duas bicicletas. O metro tem espaços dedicados aos ciclistas. bicicletários estão em todos os lugares e sempre cheios. E lojas de bicicleta são populares aqui – assim como as de skate.

Perto da faculdade

Perto da faculdade

primavera

A primavera chegou e mostrou um novo lado da cidade que eu ainda não conhecia. É interessante pensar em como as estações realmente marcam a vida de quem vive aqui. E depois de alguns meses que peguei de inverno, a vontade que tenho é de sair pedalando mesmo (mas como não tenho muito dinheiro comprei um skate, e deixei mamãe de cabelos brancos).