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Quando Roma significa casa

Quando Roma significa casa

Como todo bom estudante do Ciência Sem Fronteiras, já fiz um pouco de turismo. Já tinha ido à pequenas cidades na Itália mesmo, conhecendo alguns lugares incríveis desse país maravilhoso, me apaixonando cada vez mais. Mas, é claro, a Europa é enorme e eu pretendo conhecer o máximo dela. Dessa forma, no início de Dezembro fiz minha primeira grande viagem, fui para a Alemanha, passando por Bruxelas antes de retornar à Roma.

Foi inacreditável! Me apaixonei por cada canto dos lugares que fui. Munique me surpreendeu com as primeiras feiras de Natal, tāo lindas e mágicas, me senti dentro de um filme. Berlim, como era de se esperar, com toda sua história e passado, foi incrível conhecer tudo aquilo que já ouvimos falar em filmes, livros, ver que tudo aquilo que estudamos é real. Em Hamburgo foi um tempo corrido, mas conheci lugares lindos, além de ótimos bares. Para terminar, Bruxelas não ficou por menos, uma cidade tão acolhedora, maravilhosa! Não consigo descrever aqui o quão surpreendentes são esses lugares.

Memorial do Holocausto em Berlim

Memorial do Holocausto em Berlim

East Side Galery em Berlim

East Side Galery em Berlim

Gran Place em Bruxelas

Gran Place em Bruxelas

Me surpreendi com os alemães, que esperava serem frios e metódicos, mas se mostraram as pessoas mais atenciosas e educadas que conheci ate então, sempre se esforçando em nos ajudar, até mesmo quando não falavam nossa língua. Alem disso não podíamos ter escolhido época melhor para visitar a Alemanha, havia um enorme clima de Natal, presente em cada canto, em cada enfeite, e em cada feira que nos mostrava um pouco da tradicionalidade e da cultura daquele lugar.

Bebida típica nas feiras de natal: um tipo de vinho quente com especiarias

Bebida típica nas feiras de Natal: um tipo de vinho quente com especiarias

Feira de natal em Hamburgo

Feira de Natal em Hamburgo

Mas, apesar de ter me apaixonado perdidamente pelos lugares que fui, por ter sido uma viagem relativamente longa, chegou um momento que sentia saudade de casa. E a ideia de casa da qual sentia falta, apesar de sentir muita falta dessa também, nāo era minha casa no Brasil. Foi aí que percebi que Roma tinha se tornado, de fato, minha casa. Sentia falta da comida daqui, sentia falta do clima (muuito mais ameno que na Alemanha), das pessoas, e sentia muita falta da língua italiana. Sim, sentia falta de casa.

É impressionante como somos capazes de nos adaptar, ainda mais quando a cidade facilita bastante esse processo. Percebi o quanto me fará falta tudo isso, aquilo que se tornou minha rotina. Fazem apenas pouco mais de quatro meses e já me sinto parte daqui. Não sei o que esperar do fim desse intercâmbio.