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Sobre o que interessa (os estudos, é claro)

Sobre o que interessa (os estudos, é claro)

Como eu não canso de repetir, a RMIT (Royal Melbourne Institute of Technology) foi, se não o, um dos principais motivos por eu ter escolhido vir para a Austrália. A faculdade tem uma incrível reputação por excelência. Olha só os seus rankings que demais:

> 5-Star universidade (Sistema de avaliação internacional QS Stars)

> 32º no mundo entre universidades com menos de 50 anos de idade (2014 QS Top 50 Abaixo de 50 índice)

> Entre as 15 melhores universidades na Austrália

> 32º no mundo por perfil internacional do grupo acadêmico

> 40º no mundo por perfil internacional do corpo estudantil

> 79º no mundo por reputação empregatício

> Entre as 100 melhores universidades do mundo em Arte e Design; Arquitetura; Engenharia (Civil e Estrutural; Elétrica e Eletrônica; e Mecânica, Aeronáutica e Manufatura); Ciência da Computação; e Negócios e Administração

> Entre as 200 melhores universidades do mundo em Engenharia Química; Geografia; Contabilidade e Finanças; Mídia e Comunicação; Educação; e Estatísticas e Pesquisa Operacional

Eu sei, eu também fiquei impressionada! Aqui na Austrália, a RMIT possui 3 câmpus: um na City, um em Bundoora e um em Brunswick. O maior deles (e único que frequentei durante o primeiro semestre) foi o da City. Ele possui vários prédios de vários estilos diferentes distribuídos por diversas ruas. A City é reconhecida por ser o coração de Melbourne (ou seja, o centro da cidade), onde existem vários estabelecimentos comerciais, linhas de transporte público, milhões de estrangeiros (a maioria asiáticos), e, principalmente, onde tudo acontece. E é exatamente no meio disso tudo, que fica o campus.

Prédios da RMIT no campus Melbourne City

Prédios da RMIT no campus Melbourne City

A estrutura da faculdade é incrível. Há laboratórios (inclusive alguns só com MacBooks), diversos auditórios, bibliotecas, áreas de estudo e de convivência (internas e externas), cafés, área de suporte acadêmico, diretório acadêmico, local de orientação sobre estágio, o estúdio da RMITv e até mesmo academia (!!!). Sem mencionar a aparência exterior dos prédios, que variam do tradicional ao contemporâneo e são responsáveis por olhares admirados de quem passa por aqui.

Achei uma animação no site da RMIT que simula um tour pelo campus da City. Por ele, dá pra ter uma ideia legal de como é por aqui, olha:

Além disso, eu tirei também algumas fotos, tanto do visual externo quanto interno (Me desculpem pela iluminação! Diferente do que muitos dizem, infelizmente, Melbourne não é assim tão ensolarada):

Sobre ter que parar de admirar esses prédios para assistir à aula

Sobre ter que parar de admirar esses prédios para assistir à aula

Pesquisar como dizer adeus pra esses prédios tão incríveis

Pesquisar como dizer adeus pra esses prédios tão incríveis

Da esquerda para a direita, de cima para baixo 1) RUSU - Espaço do diretório acadêmico 2) Academia 3) Orientação para estágio 4) Café (um dos muitos) 5) The Hub (funciona como um Centro de Informação) 6) RMITv | Fernanda Zanette | Austrália

Da esquerda para a direita, de cima para baixo 1) RUSU – Espaço do diretório acadêmico 2) Academia 3) Orientação para estágio 4) Café (um dos muitos) 5) The Hub (funciona como um Centro de Informação) 6) RMITv

O curso que estou fazendo se chama Communication Design (algo como Comunicação Visual), que nada mais é que o Design Gráfico com uma maior abrangência de significado e veículos. Além desse, são ofertados na área de Arte, Design e Arquitetura os seguintes cursos:

> Animação

> Arquitetura

> Inovação em Design e Tecnologia

> Moda e têxtil

> Belas artes / Artes visuais

> Jogos e multimídia

> Design de Produto / Industrial / Móveis

> Design de interiores

> Paisagismo

> Publicidade

> Fotografia e

> Urbanismo

Uma das coisas interessantes do método de matrícula da RMIT é que você decide quais disciplinas fazer (dentro das restrições do CNPq e da própria faculdade em relação a alunos internacionais), incluindo seus horários, e há um número considerável de eletivas dentro dessas opções. Ou seja, você pode cursar matérias de cursos que você provavelmente não teria oportunidade no Brasil e conhecer diferentes assuntos a serem explorados na nossa área!

Sobre as aulas, elas são separadas por categorias: Tutorials, lectures e, no nosso caso, também studios. Os tutoriais são aulas práticas, bem parecidas com as que temos no Brasil, as lectures são aulas expositórias e os studios são bem parecidos com os tutorials, a diferença é que o foco é direcionado à rotina de trabalho de uma agência de design. Pra ser sincera, não senti muita diferença, uma vez que já estava acostumada a ter esses tipos de aula na ED.

A faculdade, em geral, é muito bem preparada para receber alunos internacionais, afinal somos um número considerável nas matrículas! É como se a Austrália fosse para o oriente o que os Estados Unidos é para o ocidente. Os professores são receptivos e muito preocupados com os alunos, sempre dispostos a tirar dúvidas, responder e-mails, marcar encontros… Além disso, há um lugar específico na faculdade, o Learning Centre, para dar suporte a alunos com dificuldade com linguagem, estudos, trabalhos etc.

Media and Communication Bulding também conhecido como meu predinho

Media and Communication Bulding também conhecido como meu predinho

Como eu disse ali em cima, eu faço na RMIT, Communication Design. Nós precisamos cumprir uma carga horaria de 48 créditos (o que costuma ser umas 4 disciplinas) e no primeiro semestre, eu escolhi as seguintes matérias para preencher a minha:

  • Image and Identity (Imagem e Identidade) – 24 créditos
  • Communication Design Studies (Estudos em Comunicação Visual) – 12 créd.
  • Colour and Information Design (Cor e “Design de Informação”) – 12 créd.

Depois de ler a descrição dessas matérias, minhas expectativas em relação a elas eram relacionadas a algumas disciplinas da ED. Por exemplo, imaginei que Communication Design Studies fosse como História da Arte e Design, ou Colour and Information Design fosse como Psicologia e Percepcão da Forma. E estava completamente enganada (!!!) (a primeira era sobre a posição ética e moral e a prática do design, e a segunda sobre veículos e linguagem, como infográfico e website).

É engraçado como a gente tenta relacionar qualquer coisa que não conhecemos com algo já familiar, um instinto natural de adaptação, e como nos frustramos ou nos surpreendemos. Em relação às disciplinas, acredito que houveram tanto altos como baixos. O que mais me desafiou, no geral, foi a linguagem. Atividades em dupla, dinâmicas de grupo, eventos, portfólios, justificativas, etc exigiram de mim o dobro (ou triplo!) a mais que o normal e até mais do que as atividades práticas em si.

Quanto à comunicação visual, o maior desafio até agora foi lidar com referências tão diferentes. Enquanto eu, ao mesmo tempo, conheço tanto em relação a cultura ocidental, sou uma virgem em relação à cultura oriental. Em um certo trabalho, precisei de uma imagem de referencia a “cool kids” dos anos 80, e na hora pensei na Carrie Bradshaw (do “Sex and the City”) enquanto adolescente. Depois que entreguei, comecei a refletir que talvez essa não tivesse sido a melhor referencia. Engraçado como às vezes o pensamento ocidental é tão enraizado em nós que esquecemos que não somos únicos no mundo.

(No final das contas, eles conheciam a Carrie)