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Sobre unicórnios

Sobre unicórnios

“Com licença, moças. (pausa) Eu vou fazer uma pergunta meio estranha, mas… qual é a dos unicórnios?”

Sim, eu fiz essa pergunta para um grupo de amigas. E não, ninguém soube me responder. Mas eu simplesmente não pude segurar (não foi do nada, elas estavam com camisas de cavalo, que me lembraram dos unicórnios). Na entrada da minha universidade mesmo,  tem um brasão com unicórnio (foto de abertura), e também numa loja de relógios de luxo, e na Goose Fair (a feira mais antiga do mundo), vários prêmios eram unicórnios.

Ok. Alguma coisa eles têm com isso. Vou descobrir o que é.

Bem, não tive outra aventura “seguindo psicopatas”, mas algo próximo disso que vejo todos os dias é a placa de sinalização escrito diversion. Nem preciso explicar o porquê, mas eu simplesmente não entendia o motivo de existir uma placa indicando para onde ir se divertir. Fui procurar depois e me lembrei de que essa palavra é um falso cognato, que quer dizer desvio. Agora pelo menos tenho uma piadinha interna com os ingleses (Bye, it was diversion today); e é ótimo ouvir eles tentando falar diversão em português – e não conseguindo.

O tráfico é divertido, então siga a diversão!

O tráfico é divertido, então siga a diversão!

Sobre os brasileiros, minha casa e tudo o mais: eu sou bem feliz aqui, não teve nenhum momento em que me senti mal ou sozinha, e acho que isso explica um pouco porque ainda não chorei por homesickness. Os brasileiros são muito legais e engraçados, e até agora todo mundo se ama (espero que isso não mude).

“Ariane sendo muito feliz pra caramba” ou “Ariane tendo um ataque epilético” (rendeu um gif essa e outra foto)

Os brasileiros da Hampden Residence (faltou a Clarisse; a gente nunca consegue tirar uma foto com todo mundo)

Os brasileiros da Hampden Residence (faltou a Clarisse; a gente nunca consegue tirar uma foto com todo mundo)

Agora, sobre ter aula em frente a um cemitério: ainda não sei o que comentar sobre isso. Não tenho medo, nem nada, mas é… estranho. Eu faço duas matérias aqui, e não tenho aula terça nem quarta, o que me dá mais tempo para me perder na cidade. Eu estou adorando a liberdade que eles dão para você pegar um projeto e adaptá-lo ao que você mais gosta, bem diferente do Brasil. Aqui, eu recebo um briefing e posso fazer um jogo, um filme, etc., à minha escolha. E a experimentação é bastante estimulada, e é o que mais gosto em design. Ah, outra coisa importante: aqui ninguém troca design e designer.

Vou terminar esse post com um pedido da minha prima, de antes de eu vir. Ela me pediu para mandar uma foto de um fogão daqui. Parece algo inusitado, mas tudo fez sentido quando me deparei com isso na cozinha:

:

: “Ariane, lembra de tirar foto de um fogão!” “…..Ok.”

Ah, lembrando que sou taurina, acho importante postar foto de comida. Abaixo é um típico café da manhã inglês, ou seja, um almoço brasileiro.

Minha conversa com um amigo inglês ocorreu da seguinte forma:

Minha conversa com um amigo inglês ocorreu da seguinte forma: “Como assim vocês comem feijão no café?” “Vocês não comem feijão no café? O que diabos vocês comem?”