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Suécia, Portugal, Brasil – O caminho para casa

Suécia, Portugal, Brasil – O caminho para casa

Dia 24 de junho do ano passado eu entrava de cabeça numa experiência que eu sabia que seria boa pra mim: estudar fora. Morar num país que eu havia escolhido, usar outro idioma, conhecer gente nova, casa nova, e todas as coisas normais adjetivadas com o novo.

Agora tomei um vôo de Umeå, pra chegar em Estocolmo, voar pra Lisboa, dormir por uma noite e de Lisboa voar pra Belo Horizonte. Agora eu voltei e, como tinha lido num texto sobre intercâmbio, o ‘eu’ que foi não é o mesmo ‘eu’ que voltou. A mais pura verdade. Não tinha me dado conta do quão diferente eu estou até voltar pra onde eu estava. Dá aquele frio na barriga, de ver todos aqueles que você gosta tanto novamente, mas ao mesmo tempo dizer um “até logo” para os meus novos amigos que agora estão espalhados no mundo, assim como eu.

E estar de volta é bom.

Por mais que eu tenha um mundo de bagagem, tangível e intangível, essa adaptação é engraçada. De morar sozinho a voltar a morar com os pais, de rever irmãos, amigos e todo mundo falar ‘nossa, como você tá mudado’, seguindo o mesmo padrão do ‘tomou chá de bambu foi?’

Estar de volta não foi deprê.

De verdade, achei que minhas últimas semanas em Umeå seriam bem pra baixo, lamuriando e querendo levar tudo comigo. O que aconteceu na verdade, foi empacotar tudo que acumulei em um ano durante uma semana, ir esvaziando meu quarto aos poucos ajudou a ir processando a volta para o Brasil. Me peguei pensando sobre o significado de casa e de família e cheguei a conclusão que casa é o espaço, onde eu durmo, onde eu guardo minhas coisas, é fisico, por mais que eu me sinta acolhido e protegido, não devo isso somente a parte física. Família, o significado é bem diferente, é onde eu divido, conheço com quem estou lidando, sei com quem posso contar, e quando você junta esses dois, você tem um lar. E agora eu vejo que eu fiz dois lares.

Estar de volta é animador.

Despedindo da Suécia

Despedindo da Suécia

Fato é que agora eu tenho essa urgência de usar tudo que aprendi. Chegar e ver Belo Horizonte com outros olhos, e me dar conta que tem coisa que você só se dá conta se você dá uma boa limpada nos olhos.

Estar de volta toma tempo pra se ajustar.

Acostumar com o ritmo e a rotina vai levar um tempo, assim como a liberdade que eu tinha anteriormente, morando sozinho, com meu dinheiro, ir e vir sem me preocupar com violência, não depender de transporte público e viajar sem atravessar meio oceano, por exemplo. Serviços eram mais fáceis, acesso às coisas e a rotina de estudo, com certeza. A infra-estrutura, principalmente.

Agora é ir de volta pra universidade, colocar tudo em prática.

Umeå Town Hall, Suécia

Umeå Town Hall, Suécia

Vi ses i UEMG, hej då!