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The role of the Industrial Designer: Field trip

The role of the Industrial Designer: Field trip

Uma das últimas matérias do curso foi uma viagem à Estocolmo com o intuito de visitar diferentes escritórios avaliando os possíveis campos de atuação depois de completo o curso.

As empresas das quais visitamos foram Veryday (antiga Ergonomidesign), Myra AB, Electrolux, Spotify e Makerspark. Infelizmente, não pude tirar muitas fotos por motivos de projetos em andamento que estão sob sigilo, o que também nos impossibilitou de caminhar pelas salas onde os designers trabalham. Por isso, segue o link das empresas:

Veryday http://veryday.com

Myra AB
 http://myradesign.se

Electrolux http://www.electrolux.se

Spotify https://www.spotify.com/se/

Makerspark http://www.makerspark.se

O ponto em comum de todas as visitas foi um tour observando os espaços de trabalho e em seguida uma apresentação de um dos cases da empresa enfatizando como o processo é conduzido ao longo do projeto. A diferença entre as empresas escolhidas consiste em mostrar como ”in-house”, consultorias e makerspaces funcionam.

No primeiro dia, começamos o roteiro visitando Veryday, uma consultoria com projetos de produto, interação, costumer experience e produtos médicos no portfólio. A equipe é composta de 80 pessoas com diferentes backgrounds: designers, engenheiros e psicólogos por exemplo. O que me chamou a atenção é ver que o processo é conduzido da mesma forma que venho estudando, seguindo a estrutura básica do double-diamond e user-centered-design process. O case apresentado seguiu a estrutura de pesquisa, entrevistas, observação, user-testing, geração de alternativas, prototipagem, seleção de alternativas, testes finais e entrega do resultado. É claro que nada ocorre de forma linear e o processo ocorre parte na empresa da pesquisa inicial à fase de prototipagem, com PU e clay, já que há uma oficina no subsolo, mas também com visitas ao cliente para imersão de contexto visitando a empresa, como também reuniões sobre o projeto e apresentação de alternativas.

Entrada Veryday

Entrada Veryday

Hall com projetos Veryday

Hall com projetos Veryday

Depois disso visitamos outra consultoria, composta de cinco designers e com um portfólio vasto, incluindo produto, interação, elaboração de guias de design e equipamentos médicos, a Myra AB. Aqui, cada projeto é dividido entre 2 designers, com isso eles fazem um rodízio para diferenciar os times e também combinar as habilidades de cada um. A comunicação entre os empregados é definitivamente mais fácil, se comparado à Veryday, bem como a interação, por ser um escritório menor.

No dia seguinte, começamos com a Electrolux, uma empresa com bastante tempo de mercado e uma reputação bem sólida, que possui setor de design in-house voltado para novos produtos e inovação. O prédio da Electrolux é enorme, e mistura um show-room com uma linha do tempo da empresa no primeiro andar, onde aconteceu a visita. Primeiro visitamos essa linha do tempo, entendendo um pouco de como a Electrolux se firmou no mercado e em seguida fomos a uma sala de conferencia para assistir a apresentação sobre o setor de design.

Visita Electrolux

Visita Electrolux

O setor de design da empresa conta com 25 designers trabalhando em diferentes projetos simultaneamente e também participando nas tomadas de decisões, discussões com engenheiros, testes e entrevistas com usuários e pesquisas de inovação. Aqui, o envolvimento no projeto é reduzido já que a empresa divide o processo entre os setores de R&D, engenheiros e marketing, cabendo ao setor de Design as decisões relacionadas ao usuário e interface, como ergonomia, forma, acabamento de superficies e testes com usuários.

Já no escritório do Spotify (a mais aguardada por mim) a estrutura é bem Google office. Espaços bem desenhados, uma atmosfera mais leve e trabalho pesado divididos em 3 andares e 800 empregados. Aqui fizemos um tour de 1 hora bem corrido por dois andares.Também in-house, a diferença aqui é que o processo é contínuo por se tratar de um produto diferente. Visitamos a sala onde cerca de 20 pessoas com diferentes backgrounds são responsáveis pela elaboração das playlists que o Spotify sugere, o que não é só ficar escolhendo músicas e colocando em playlists o dia inteiro e sim analise de data sobre o que os usuários escutam, procuram, tendências e claro, conhecer de música. Depois passamos pela parte de pesquisa e inovação, onde eles possuem salas para teste, pesquisa etnográfica, discussões e inclui programadores, designers, pesquisadores trabalhando no mesmo espaço. Estes são divididos por foco (inovação, manutenção, programação) e em equipes com diferentes backgrounds trabalhando juntos. Confesso que foi o mais inspirador, pois o espaço é incrível e a forma de trabalhar é bem movimentada e a empresa possui alguns eventos internos, como uma Hackathon que aconteceria na sexta-feira da semana que visitamos.

Spotify entrada

Spotify entrada

O último e não menos importante da viagem foi o Makerspace, que combina um Fablab com uma loja vendendo produtos de designers que se candidatam para expor seus trabalhos. O espaço conta com três andares, o primeiro, a loja, o subsolo com o maquinário e o segundo a administração. Ficamos mais tempo no subsolo, onde acontecem oficinas para o público em geral, com aulas sobre como usar as máquinas e introduções à softwares. Assim como o espaço também é destinado ao trabalho de alguns designers, que desenvolvem projetos próprios, ministram workshops e palestras ao público e geração de conteúdo pra loja.

Depois dessa visita, a necessidade de trabalhar no meu portfólio e a vontade de começar a fazer estágios cresceu infinitamente (depois de dois anos e meio na UEMG e um ano aqui).

Hej då!