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Um novo dia a dia

Um novo dia a dia

A vida em Haia é tranquila, e com o grande número de trabalhos que a KABK exige, não sobra muito tempo pra passear durante a semana. Fim de semana sobra um tempinho para algum lazer e para ir nas cidades próximas, como Amsterdam e Rotterdam.

Não percebi acontecer uma adaptação, quando eu percebi já estava acostumado a nova rotina e novo ambiente. Tudo acontece tão rápido que não tive tempo pra estranhar a nova vida.

Moro em um apartamento com mais dois bolsistas do CsF que também estudam na KABK, a Bia do Rio de Janeiro que estuda Interactive Media Design comigo, e o Monge de Curitiba que está fazendo Fine Arts – Graphic.

Morar com eles é muito bom, fazemos as compras para a casa de tempo em tempo, coisas como material de limpeza e ingredientes para os almoços e jantares. A casa é limpa uma vez por semana, dividimos em três áreas, Sala, Cozinha e Banheiro, cada semana um limpa uma área diferente. O quarto fica por conta própria.

Íris, a casa

Íris, a casa

Sempre cozinhamos juntos, cada um faz um pouco do que sabe e estamos sempre testando novas receitas, principalmente comidas brasileiras que sentimos muita falta. Foi uma felicidade quando conseguimos fazer pão de queijo e pastel. Durante a semana fazemos só jantar, porque as aulas são de 10:00h as 15:30h, holandês não almoça, eles comem sanduíche. No horário de almoço você sempre vê pessoas tirando o sanduíche da mochila e comendo na sala de aula mesmo, o que eu aprendi a fazer, sempre faço dois sanduíches antes e sair de casa e levo pra aula, é um jeito também de economizar dinheiro.

Como nos Países Baixos tudo é bicicleta, comprei uma usada assim que cheguei aqui. Vou pra aula de bicicleta e o percurso dura por volta de 15 minutos, mas é fácil já que não existem morros nesse país. As vezes, quando estou muito cansado ou com preguiça eu pego um Tram (bondinho) que me deixa na estação central, do lado da minha universidade.

Com a bolsa dá pra viver, mas meio apertado, o custo de vida em Haia é o mesmo de Amsterdam, mas não recebemos a bolsa extra de Cidades de Alto Custo que o pessoal de Amsterdam recebe. Ela é paga de três em três meses, recebemos a segunda bolsa em outubro, sem atrasos, no dia que tinham informado que a bolsa seria paga.

Tram em Haia

Tram em Haia

O transporte é caro aqui, mas é mais justo que no Brasil, já que você paga por distância percorrida. Quando você entra em um Tram/Ônibus/Trem, você faz check-in com seu cartão de transporte público, o OV-Chipkaart, e quando você desce você faz check-out, desse jeito você só paga pelo percurso que o transporte fez enquanto você estava dentro dele.

Não precisei ir em nenhum Hospital ainda, mas aqui eles só vão em hospital quando o assunto é muito sério, não vão em hospital por causa de gripe, febre, etc…
As farmácias só vendem medicamentos com prescrição médica, até analgésicos. Por isso trouxe caixas de Dorflex, Paracetamol e Neosaldina comigo. Mas a Bia, que mora comigo, precisou ir em um médico e o seguro dela cobriu tudo.

Não precisei ir na embaixada brasileira ainda, sei que fica em Rotterdam, que fica a 20 minutos de trem de Haia. Mas tive que resolver várias questões burocráticas com a prefeitura e com o serviço de imigração holandês, levar alguns documentos para que minha permissão de residente fosse emitida. Agora tenho um Cartão de Identidade holandês com validade de um ano.

No mais, estou aproveitando a nova rotina, conhecendo novos lugares sempre que dá e tentando administrar melhor o tempo entre lazer e estudos.