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Um Semestre Atípico

Um Semestre Atípico

Após um semestre tranquilo de adaptação onde tive matérias razoavelmente parecidas com as da grade da UEMG, decidi ter um segundo semestre um pouco diferente. Afinal, a grande contribuição do programa de intercâmbio é exatamente no que podemos trazer de novo tanto para nossas vidas quanto para a nossa universidade.

Como a NSCAD tem uma excelente equipe de estudos críticos e história da arte, assim como de fotografia, decidi me inscrever em matérias que cobrissem esses temas. Para se matricular nos cursos existe um sistema online onde há uma lista com as matérias que estão disponíveis, os pré-requisitos necessários e o número de vagas restantes. Também é possível escolher matérias de qualquer um dos cursos oferecidos dentro da universidade, o que abre espaço para graduações duplas e para utilizar o sistema de “minor“. Há pessoas dentro da universidade que auxiliam na escolha e tiram qualquer dúvida sobre o processo. Como sou intercambista, o meu procedimento foi um pouco diferente do normal (isso porque eu não precisava atender os pré-requisitos); escolhi as matérias, imprimi um formulário que me foi enviado e só precisei recolher a assinatura dos professores (era possível fazer isso no primeiro dia de cada aula). O procedimento é tranquilo, mas não foi necessário fazê-lo no primeiro semestre, porque o coordenador te ajuda pessoalmente a escolher as matérias. Sendo assim, a minha grade ficou a seguinte: na terça eu tinha aula de Introduction to Material Culture durante a tarde e de noite aula de History of Photography, na quarta a aula durante a tarde era de Foundation Photography, e na quinta durante a manhã era de Marxism and Aesthetic Theory.

Apesar das aulas cobrirem pouco tempo da minha semana, pude me envolver bastante com o conteúdo e senti que esse fora um semestre muito mais intenso que o primeiro. Os desafios foram muitos, afinal de contas, fazer leituras densas de filosofia, sociologia e história em inglês era uma experiência nova para mim. Só para a aula de Marxism and Aesthetic Theory eu tinha dois textos de aproximadamente 30 páginas cada para ler toda semana! Essa matéria em específico foi definitivamente a mais pesada e a mais desafiadora, mas além de eu ser um entusiasta do tema, envolvi-me bastante e foi uma das melhores escolhas que fiz aqui.

Tive excelentes experiências com todos os professores durante os meus estudos, mas nesse último semestre tive a chance de me aproximar mais de alguns e vi a enorme diferença de proximidade entre aluno e professor, quando se tem salas de aula com pouco mais de 12 pessoas. Os professores tem um tempo separado toda semana para se reunir individualmente com os alunos que quiserem!

Outra experiência marcante foi que a aula de Introduction to Material Culture foi sediada na biblioteca pública da cidade. Além de ser um prédio muito bacana, foi muito enriquecedor ter parte da aula dividida com qualquer pessoa que quisesse participar (de maneira gratuita!). Nos próximos posts irei compartilhar com mais detalhes a temática e as experiências que tive em cada uma das matérias!

Interior da biblioteca pública

Interior da biblioteca pública