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Vou contar como foi minha viagem

Vou contar como foi minha viagem

Olá! Meu nome é Sofia e sou bolsista do Ciência sem Fronteiras, pela SUNY New Paltz (State University of New York) (http://www.newpaltz.edu) nos Estados Unidos. Vou contar de forma breve como foi minha viagem e minha chegada por aqui.

Deixei o aeroporto de Confins no dia 19 de agosto, pouco depois da meia noite. Eu tive o último dia no Brasil de forma turbulenta, muita gente pra eu me despedir e foi realmente difícil dizer “até logo”. Era a minha primeira vez viajando de avião. A primeira vez tão longe e sozinha. Lágrimas à parte, cheguei em New York, no aeroporto John Kennedy às 13:50 horas. Estava com Selton, um dos meus colegas que conheci pela internet, no grupo para brasileiros que estavam vindo para a mesma cidade em NY. Selton é da cidade de Recife e nos encontramos na conexão no Panamá.

Assim que chegamos nos Estados Unidos passamos pela longa fila da imigração. Apesar do nervosismo da pequena entrevista, o policial que nos atendeu foi bastante simpático, perguntando se trazíamos mandioca nas malas, e confessando que sua artista favorita no Brasil é a Xuxa. Respiramos aliviados. E ao final da conversa, depois de explicitarmos nosso “não gostar” de futebol, o policial concordou que o Brasil poderia se atentar melhor para a educação. Saí de lá sorrindo.

NYC - JFK Aeroporto ( Foto de Thiago Kitamura)

NYC – JFK Aeroporto ( Foto de Thiago Kitamura)

Antes de encarar a rua de New York pela primeira vez, encontramos mais um colega, Thiago, de São Paulo. Decidimos chegar um dia antes da data prevista para que a Universidade nos buscasse, por medo de atrasos de voos. E, decidimos nos encontrar por diferentes motivos, mas principalmente pela dificuldade em falar inglês. Assim que nos encontramos, demoramos muito para decidir o que fazer primeiro.

Táxi, hotel, endereços e telefonemas para as famílias eram prioridades. Minha primeira impressão de New York foi: “seja rápido! Saiba o que precisa fazer, mas agora!” Afinal, mesmo no aeroporto foi difícil encontrar ajuda e informações de forma tranquila. Pegamos uma fila extensa para o táxi, cerca de duas horas esperando. Quando entramos no carro o taxista, chinês, não sabia onde era o hotel e também não tinha muita paciência. Aplaudi internamente o gps do meu amigo, e nos viramos num inglês básico. Não poderia dizer que conheci New York, mas a segunda impressão foi: “aqui tem espaço pro mundo inteiro”. Brasileiros, indianos, mexicanos, franceses, árabes (sim! Árabes!), japoneses, enfim, me senti confortável afinal teria um espaço pra mim, mesmo sem inglês.

Após falar com a família e descansar, acordei ansiosa para conhecer New Paltz. Que não é bem uma cidade, e sim uma vila, pouco mais de 7 mil habitantes, com muitos estudantes e com toda a tradicionalidade norte americana no modo urbanístico e social de viver (era o que eu tinha visto no mapa). Dentre os três horários de ônibus que a SUNY disponibilizou, fiquei no último (não sei porque, mas meu nome estava nessa lista) e passei o dia no aeroporto sem nenhum brasileiro, apenas com alunos do mundo inteiro chegando para irem no mesmo horário que eu. Assim conheci minha roommate (Jehad, egípcia, estudante de jornalismo) e outros colegas, franceses, equatorianos, japoneses e chineses (em maioria). Treinei o pouco inglês que eu tinha e cheguei em New Paltz pela noite.

Sim, agora posso falar da cidade e da SUNY! New Paltz é realmente um lugar carregado de tradicionalidades, pelo tamanho talvez. Mas me surpreende com música ao vivo em jardins de casas aos domingos, com a tranquilidade e com a carga artística em estabelecimentos comerciais. Não se vê materiais gráficos impressos de qualidade, e sim escritos à mão, com papéis coloridos colados, tudo bem manual. Na padaria não encontro um letreiro com menu impresso e sim quadros negros escritos com giz colorido, de forma cuidadosa, desenhada, com arabescos e tipografias criadas especialmente para comidas diferentes.

SUNY - Visita ao Planetário

SUNY – Visita ao Planetário

A minha ansiedade em começar a ver disciplinas em design é grande, mas ainda tenho quatro meses de inglês intensivo. Acho que estou indo bem. Agora minhas perspectivas só melhoram e aumentam. A saudade é algo normal, mas a vontade de crescer aqui dentro é o que me guia. E tudo só começou…